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Guia do Apocalipse Zumbi: Nada mais a perder

Por Fernanda Gomes, convidada especial no G.A.Z.

Amigos geeks que serão os futuros sobreviventes ao extermínio da raça humana, neste capítulo do Guia do Apocalipse Zumbi teremos um conto emocionante, escrito pela querida Fernanda Gomes.

Fernanda Gomes faz parte da equipe do site Nerds de Vestido e coloca a prova todo seu lado sombrio nesse enredo que pode apodrecer o coração dos mais fracos!

Imagem utilizada é do jogo Last Of Us, pois acredito ilustrar bem o que seria para uma garota sobreviver nesse mundo!

Nada mais a perder

Rio de Janeiro – 21 de dezembro de 2012
Ouço gritos… Pessoas correndo… Crianças chorando… Estou correndo mas não sei para onde, a noite não tem lua e a rua está escura… Entro em um galpão abandonado, mas eles estão atrás de mim e sabem onde estou… Não sei quem são, não consigo vê-los, só escuto grunhidos estranhos se aproximando cada vez mais. Cheguei em um beco sem saída, não tenho mais para onde ir e eles estão chegando. Encosto na parede, já dá para senti-los cada vez mais próximos de mim… Não há nada mais que eu possa fazer, então fecho os olhos com força esperando que tudo acabe logo… Alguns segundos se passam e nada acontece, abro os olhos e estou deitada na cama do meu quarto. Ufa… Foi só um pesadelo…
Olho para o relógio e ainda são 3:32h da manhã, levanto, vou até a cozinha beber um pouco d’água, mas algo me chama a atenção, a rua está muito quieta, mais do que o normal. De repente uma batida, vou até a janela e vejo que um carro acabou de bater em outro no meio da rua, mas não dou muita importância, afinal aquela é uma curva perigosa e sempre acontecem acidentes, pensei que poderia ser mais um playboy babaca que encheu a cara e estava correndo pela rua e não conseguiu fazer a curva, mas algo estranho sai do carro, a pessoa está gemendo, cambaleando estranhamente, penso “Será que está ferido?”, a estranha figura cambaleante vai até o outro carro, abre a porta, puxa o motorista e faz algo que não consigo ver, o cara grita desesperadamente, o que será que está acontecendo?
Outros gritos desesperados podem ser ouvidos ao longe, fico assustada mas volto para o meu quarto tentar dormir e esquecer aquele terrível sonho. No caminho passo pelo quarto dos meus pais e ambos estão dormindo, aparentemente está tudo bem. Deito-me, a TV está ligada, fecho os olhos tentando dormir, mas os gritos voltaram, estão cada vez mais próximos, pessoas correm pela rua gritando em desespero, mas prefiro ficar na cama, não quero saber o que está acontecendo… Depois de muito custo durmo, mas em poucas horas sou acordada pela minha mãe, desesperada dizendo que algumas pessoas estão desmaiadas na rua, cheias de marcas estranhas, pedaços do corpo faltando e ninguém sabe o que aconteceu.
Curiosos cercam os corpos na rua, eu e meus pais assistimos toda a cena da varanda até que um dos corpos começa a se mexer, emitindo gemidos e grunhidos estranhos e então se levanta, cambaleante e completamente torta a pessoa não parece estar bem e vai andando em direção a uma mulher que estava olhando, ela, esperando que a pessoa viesse pedir ajuda ou amparo, estendeu os braços, mas aquela coisa não estava querendo amparo… Em um movimento súbito ele puxou o braço da moça e deu uma mordida arrancando parte da carne e da pele e começou a comer. Todos da rua entraram em desespero, começaram a correr para tentar salvar a mulher, mas já era tarde de mais… Já estava começando…
Outros corpos começam a se levantar e correm atrás de outras pessoas e as atacam, meus pais não entendem o que está acontecendo e entram em desespero. Depois de muitos anos vendo filmes e séries, acho que já sei o que houve, mas não esperava que isto poderia acontecer… O Apocalipse Zumbi começou… Será que os Maias imaginaram que o fim seria assim? Bom, o que nos resta agora é tentar sobreviver em meio ao caos que a cidade logo vai se tornar…
Digo aos meus pais para saírem da varanda, trancarem as portas e para ficarem preparados para tudo. Os oriento a arrumar uma mochila, com algumas roupas, suprimentos, lanternas, baterias, utensílios, binóculos, medicamentos e tudo mais que for necessário para sobrevivermos em uma fuga. Peguei meu celular e já o coloquei dentro da bolsa junto com aquele carregador manual de celular que era vendido na TV, e minha mãe que dizia que esse treco não ia servir para nada… Bom, agora é a hora de usá-lo, pelo menos teremos como ouvir notícias no rádio, procurar mapas e informações que podem ser necessárias para nossa sobrevivência.
E assim começa essa história, uma saga sem final definido, não sei se vamos sobreviver para saber o que causou tudo isso, nem mesmo sei para onde vamos, mas garanto que não vou desistir sem lutar, antes de morrer tenho que pelo menos estourar a cabeça de um zumbi, afinal, já que a vida é incerta, o melhor a fazer é tentar se divertir um pouquinho.

Rio de Janeiro – 31 de dezembro de 2012
Dez dias se passaram desde que tudo começou, na TV a programação normal não existe mais, apenas uma mensagem gravada da presidenta informando para todos os cidadãos sadios se dirijam aos postos montados nos batalhões da Marinha em cada estado, aqui no Rio de Janeiro tais postos se localizam no centro da cidade. Apesar dos meus apelos para nos juntarmos a mais pessoas saudáveis e aumentar nossas chances de sobrevivência, meus pais não quiseram sair de casa e agora estamos aqui, ilhados sem saber o que fazer…
Nossos suprimentos estão acabando, o supermercado mais próximo que talvez ainda tenha alguma comida fica há cinco quadras daqui e não sabemos se a área está segura, mas em algum momento teremos que ir até lá. Já estamos perigosamente ficando sem comida, produtos de limpeza e de higiene, precisamos urgentemente ir ao mercado tentar achar algo…
Mas antes de sair precisamos nos preparar para qualquer imprevisto, quem sabe se conseguiremos voltar para casa depois? Bom, vamos arrumar três mochilas: uma com roupas, outra com medicamentos e tudo mais que será necessário para sobrevivermos e uma para a comida, cada um leva uma, mas por precaução todos terão um pouquinho de cada coisa em suas mochilas, além de lanternas e velas em caso de termos que nos separar. Mochilas arrumadas, agora está na hora de descansar bem para um longo dia.

Rio de Janeiro – 01 de Janeiro de 2013
Finalmente amanheceu e depois de uma péssima noite de sono está na hora de sair, mas não posso esquecer-me de algo muito importante: uma arma para arrebentar a cabeça de qualquer zumbi que aparecer no meu caminho, mas só tem um pequeno problema… Não tenho nada! Sem taco de baseball, cano de ferro, besta, arma de fogo, catana, nada… Só me resta improvisar e a melhor ferramenta que consigo pensar é minha guitarra, é pesada, me dá uma certa distância para bater, talvez não dure muito tempo, mas pelo menos umas três cabeças ela consegue estourar, vai ser bom levar para uma emergência se não der para correr.
Mesmo morando no terceiro andar de um prédio de quatro andares é preciso ter um pouco de cuidado para chegar até o estacionamento subterrâneo, não dá para saber se há zumbis pelos corredores. Uma olhada no olho mágico, tudo parece seguro, abrimos a porta com todo o cuidado para não fazer barulho. Vamos descer pelas escadas para evitar surpresas quando a porta do elevador abrir na garagem. Estranho… Tudo parece tranquilo demais… Chegamos à garagem sem problema algum até que, quando estamos chegando perto do carro ouvimos alguns grunhidos, olhamos para trás e três vizinhos estavam parados perto da porta do elevador, não dá para ver se eles estão bem ou se são zumbis. Meu pai fala com eles, o que desperta a atenção do grupo, que não responde, apenas geme e começa a andar em nossa direção. É, parece que eles são zumbis… Meu pai imediatamente abriu as portas do carro com o controle do alarme e conseguimos entrar correndo a tempo, mas ainda não estamos seguros, eles estão batendo nas janelas desesperadamente, meu pai consegue arrancar o carro e sair da garagem arrebentando o portão e deixando aquelas criaturas para trás caídas no chão.
No caminho até o mercado vimos mais cenas aterrorizantes, dezenas de zumbis vagando pelas ruas… Por mais que não queira olhar me vejo hipnotizada por aquela situação, pessoas até pouco tempo atrás comuns, saudáveis, vivendo suas vidas normalmente até que algo acontece e em apenas um dia tudo muda e de repente você não sabe mais quem é seu inimigo, quem está saudável e quem pode te machucar, e quando menos se espera você é o próximo a virar uma dessas coisas…
Chegamos ao mercado, aparentemente tudo está calmo, sem nenhuma movimentação estranha. Paramos na porta e entramos tentando não fazer barulho, tudo está uma bagunça, gôndolas reviradas, coisas jogadas no chão, lixo e restos de comidas podres, mas parece que ainda tem um pouco de comida em bom estado.
Para agilizar um pouco, nos separamos, meu pai vai para a parte onde se encontram bebidas em busca de água e isotônicos e eu e minha mãe vamos para outra parte onde antes ficavam comidas enlatadas e não perecíveis. Aos poucos vamos conseguindo encontrar algumas latas de milho, ervilha, pacotes de biscoito, pasta de dentes, desodorantes e afins.
Como sempre tudo parece calmo e tranquilo, mas em um mundo assim as aparências enganam… Enquanto minha mãe pegava algumas coisas na gôndola algo apareceu do outro lado e que surpresa, era um zumbi… Com o susto acabamos empurrando a gôndola, que caiu sobre o zumbi imobilizando-o, mas não esperávamos pelo que estava por vir, outros seis zumbis estavam atrás daquela gôndola e não foram atingidos por ela.
Como já era de se esperar, o grupo começou a andar em direção a ela prontos para ataca-la, rapidamente peguei minha guitarra pelo braço, a coloquei acima da cabeça, corri em direção ao zumbi que estava mais perto dela e bati na cabeça dele, estourando a cabeça do desgraçado na hora, mas o braço da guitarra começou a rachar… Ainda restavam cinco que vinham em nossa direção, mais uma vez repeti o movimento nos outros dois zumbis mais próximos e a guitarra ficou por um fio, mais uma pancada ela iria desmontar, outro zumbi veio rápido em nossa direção, foi a última pancada que minha guitarra conseguiu proferir… Só o seu braço permaneceu em minhas mãos e ainda restava um que, enquanto batia nos outros conseguiu chegar até minha mãe e estava agarrando o braço dela, que se debatia tentando se defender, peguei o resto do braço da guitarra e cravei na cabeça dele, que a soltou e caiu na hora, mas parece que não atingi no lugar certo e ele voltou a nos atacar… Ao ouvir o barulho ao longe meu pai veio correndo para nos socorrer, sem qualquer arma eficaz em mãos acabou pegando uma lata de pêssegos em calda que encontrou no caminho e quando já estava quando impossível continuar nos defendendo daquele bicho ele finalmente chegou e conseguiu esmagar a cabeça do zumbi.
Ufa… Depois de um momento de adrenalina pensávamos que tudo ia ficar bem, mas aquele suspiro de alívio veio cedo de mais… Parece que o barulho das gôndolas caindo e toda a movimentação chamou a atenção de mais zumbis… Quando olhamos para trás tinham pelo menos 15 daquelas coisas nos cercando e estávamos sem armas para nos defender… Meu coração voltou a acelerar, as mãos suadas começaram a tremer e por um momento fiquei sem reação enquanto aquelas coisas chegavam em bando cada vez mais perto… Começamos a nos desesperar e meu pai nos puxou pelas mãos e começamos a correr na direção oposta para tentar sair do mercado, mas outros grupos de zumbis estavam no caminho e de repente nos vimos cercados… E agora, o que vamos fazer?
Comecei a olhar para o chão tentando encontrar algo para nos defender, a única coisa que encontrei foi uma cadeira, bom, vai ter que ser isso mesmo. Peguei a cadeira e parti para cima dos zumbis tentando abrir um espaço para passarmos e sairmos daquele lugar enquanto meu pai cuidava para que os zumbis que estavam atrás da gente não conseguissem nos machucar, quando consegui abrir um caminho ouço gritos atrás de mim, me viro e levo um susto, um zumbi estava atrás de mim pronto para me atacar… Sem qualquer arma nas mãos meu pai agarra o bicho tentando jogá-lo no chão e me salvar, mas aquela coisa acaba conseguindo se desvencilhar de seus braços e o morde… Minha mãe em desespero correu para tentar ajuda-lo, mas antes que pudesse impedi-la ela já estava tentando tirar o zumbi de cima do meu pai, mas não conseguiu fazer nada e ainda acabou sendo mordida…
Quando cheguei perto para tentar fazer alguma coisa já era tarde demais, já tinham sido mordidos…  Meu pai, reunindo suas últimas forças gritava para que eu fugisse e tentasse me salvar, por alguns segundos não conseguia me mexer olhando aquela cena aterradora enquanto algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto. Quando finalmente consegui recuperar a consciência corri para tentar sair do mercado, no caminho encontrei um cano de ferro no chão, uma alternativa muito melhor para me defender do que uma guitarra ou uma cadeira. Peguei o cano e continuei correndo sem rumo pela rua do mercado, mas para onde eu poderia ir? Que lugar poderia ser seguro antes de tentar chegar ao centro da cidade? O único lugar que me vem à mente é o quartel do corpo de bombeiros e a delegacia de polícia que ficam um ao lado do outro há três quadras de onde eu estou. Sei que estes não são os melhores locais para encontrar ajuda ou alguma arma de fogo a aquela altura e em situações como estas, já que provavelmente tudo que estava lá já foi levado embora e não deve ter mais ninguém lá, mas não custa nada tentar.
No caminho encontro zumbis vagando sozinhos, caso me ataquem conseguirei me defender, mas o melhor que posso fazer é continuar correndo e me escondendo atrás dos carros na rua. Mas sabe, quando se passa por uma situação tão dramática que você não consegue mais sentir o suas pernas e braços, e seu corpo passa a agir no modo automático? Bom, é assim que estou, só consigo ouvir minha respiração, sentir algumas lágrimas tímidas que insistem em escorrer pelo meu rosto secando ao vento e o barulho dos meus passos no chão, e por mais perto que a delegacia e o corpo de bombeiros ficassem do mercado parecia uma distância absurda e que não chagaria nunca… Até que finalmente chego.
Entro primeiro na delegacia que está completamente revirada, cadeiras, mesas, papéis e objetos espalhados no chão, parecia que uma bomba tinha explodido lá. Depois de andar alguns minutos não encontrei nada e nem ninguém… Melhor correr para o corpo de bombeiros, quem sabe encontro algum sobrevivente por lá.
Ao entrar no corpo de bombeiros ouço alguns barulhos, melhor não gritar perguntando se tinha alguém por ali justamente para não chamar a atenção de qualquer zumbi que estivesse por perto. Continuo seguindo o barulho entrando pelos corredores pouco iluminados, o barulho está cada vez mais perto, parecem pessoas falando, será que são sobreviventes? Finalmente chego até uma porta, acho que o som está vindo daqui, me aproximo para ouvir melhor, realmente são pessoas falando. Com meu cano em mãos preparada para qualquer problema bato na porta perguntando se tem alguém lá dentro, de repente tudo ficou silencioso, levo a mão à maçaneta tentando abrir a porta, mas ela está trancada, bato mais forte perguntando se tem alguém lá dentro, ouço passos de alguém se aproximando da porta, me afasto e quando a porta abre logo sou surpreendia com um homem apontando um revólver para o meu rosto. Logo peço para ele ficar calmo, só quero ajuda. Após me olhar dos pés à cabeça ele abaixa a arma e fala para que eu entre rápido e logo tranca a porta.
Ao entrar me deparo com uma sala relativamente grande, com camas improvisadas, uma TV e um rádio ligados e mais três pessoas: uma mulher, uma criança e outro homem, que me olhavam desconfiados. O homem que atendeu a porta está parado ao meu lado e me pergunta se fui mordida, digo que não, mas parece que ele não acredita e pede para que eu coloque minha mochila no chão e vire, e novamente me olha de cima a baixo procurando algum rastro de machucado ou sangue. Ainda com um tom ríspido ele pergunta meu nome, respondo prontamente, também pergunto seus nomes, ele diz que se chama Sargento Antunes e é um membro do corpo de bombeiros, o outro homem se chama Carlos, um policial militar, a mulher se chama Ana e a criança (de aparentemente sete anos), Gabriel, era seu filho.
Depois de uma recepção tensa o Antunes me oferece um pouco d’água e pergunta como consegui chegar até aqui, conto o que aconteceu no mercado com meus pais e minha fuga. Pergunto a ele porque ainda estão aqui se no centro há postos de emergência montados pela marinha? Segundo ele parte dos bombeiros e policiais teve que ficar no batalhão para colocar ordem na população e guia-la para um local seguro e em meio ao caos eles foram os únicos que restaram, agora só estavam esperando o momento certo para conseguir ir aos postos de emergência e depois de alguns dias ilhados no corpo de bombeiros. O dia planejado para a jornada era o de amanhã e parece que cheguei na hora certa para tentar chegar aos postos.

Rio de Janeiro – 02 de Janeiro de 2013
Depois de passar a noite ansiosa para ir a um local seguro quase não consegui dormir, mas finalmente o dia amanheceu. Mochilas prontas, armas carregadas e munição extra a mão, vamos até o pátio do corpo de bombeiros e pegamos uma viatura para conseguir chegar lá mais rápido. Sabemos que em determinada altura do caminho teremos que seguir a pé, pois provavelmente as ruas estarão congestionadas com carros abandonados.
Depois de 30 minutos de viagem chegamos ao centro, mas ainda temos um longo caminho até chegar aos postos, principalmente porque teremos que fazê-lo a pé… A Av. Presidente Vargas está completamente fechada, saindo do carro consigo ver a dimensão do problema que a cidade está enfrentando… Centenas de carros vazios abandonados parados de qualquer jeito no meio da rua, pode-se até para imaginar o quanto as pessoas estavam desesperadas em busca de ajuda…
Aparentemente não há perigo algum, por precaução Antunes sobe no teto do carro e olha através do binóculo o caminho que teremos que percorrer verificando se está seguro. Ao longe ele consegue avistar alguns zumbis, mas são poucos, podemos passar por eles sem muitos problemas.
Sem perder tempo pegamos nossas coisas e vamos em frente para tentar chegar o mais rápido possível. Passamos em meio aos carros tentando fazer o mínimo de barulho possível, faltando mais ou menos uns 150m para chegar aos galpões onde ficam os postos, todo cuidado cai por terra quando Gabriel bate em um carro por acidente, o alarme dispara na hora. É… Agora vai ficar complicado…
De repente e de lugares que nem imaginávamos começam a brotar aquelas criaturas, que vem como loucas atrás do barulho, começamos a correr desesperados para tentar chegar aos galpões, mas um número muito grande de zumbis começava a se reunir a nossa volta, o desespero começava a aumentar.
Chegamos perto de um galpão aparentemente vazio e somos cercados… Antunes e Carlos imediatamente pegam suas armas e começam a atirar naqueles bichos, mas parece que nada adiante e que a cada segundo surgem mais. Com o barulho dos tiros Gabriel não parava de chorar e sua mãe tentava desesperadamente protege-lo, o pegou no colo e tentou se esconder atrás de algumas caixas grandes perto de uma parede. Os tiros já não adiantavam mais, não temos mais o que fazer, eles já invadiram o galpão…
Começo a correr sem rumo, e ouço Ana gritando ao fundo e o choro cada vez mais fraco de Gabriel. Os passos de Antunes e Carlos correndo atrás de mim começam a ficar mais fracos e distantes e em pouco tempo não os ouço mais… Eles estão chegando, mas não tenho mais para onde ir, estou em um beco sem saída… Eles estão próximos, já consigo ouvir seus grunhidos a poucos metros de mim… Não tenho mais para onde correr… Não consigo vê-los, o galpão está muito escuro, mas consigo senti-los cada vez mais próximos… Não há mais nada que possa fazer… Encosto na parede e apenas fecho os olhos com força esperando que tudo acabe logo…

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2 comentários em “Guia do Apocalipse Zumbi: Nada mais a perder

  1. Pingback: Nerds de Vestido - Run For Your Lives - Uma maratona onde você corre de zumbis!

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