Galeria

A mulher de Preto (The woman in black, 2012)

Por Flá Sobral

Esta não é a primeira adaptação que recebe inspiração do livro de Susan HillThe woman in black, 1983 – sobre um mistério ameaçador que assombra uma pequena cidade inglesa, prenunciando a morte de crianças. Inicialmente, com peça teatral, em 1987  – que foi muito bem recebida – e posteriormente como um filme para a TV, em 1989, todos com o mesmo título.

Como não vi os anteriores, não posso comentar, mas o deste ano foi mais uma decepção para filmes terror/suspense.

O roteiro é de Jane Goldman – ela já participou do roteiro dos filmes Kick-Ass, 2010 (Dá pra acreditar nisso?!) e X-men: First Class, 2012 – que parece nos subestimar com sua narrativa superficial dos fatos; somada à um diretor que não ajudou muito, sendo este longa, o segundo trabalho como diretor de James Watkins.

Eles contaram com clichês como nevoa, casa antiga, roupas de época, brinquedinhos sinistros, trilha sonora pesada com sobressaltos e fotografia sombria para narrar a história de uma mulher vestida de preto, que quando é vista, alguma criança morre (pf….). Esta ideia, poderia até fazer sucesso, se realmente, contassem os fatos antes desta assombração dominar a casa Eel Marsh, como é feito no livro, porém apostaram que a carinha conhecida do protagonista Daniel Radcliffe (como Arthur Kipps) faria alguma diferença no roteiro meia boca que entregaram ao cinema vergonhosamente.

Que Daniel ficou conhecido devido o sucesso do filme e não pela sua atuação na série Harry Potter, todos já sabem, mas depois de mais velho, esperava que ele conseguisse desvencilhar sua imagem de bruxo com outros trabalhos, o que não aconteceu ainda. O que ele mostrou neste filme, foi um ar congelado, a expressão não muda, nem ao lado do filho, nem na lembrança da morte da mulher, muito menos dentro da casa com todos aqueles barulhos e situações “inusitadas” ou se quer no desfecho. Até a Sra. Daily (Janet McTeer), com suas poucas aparições conseguiu fazer um melhor trabalho.

Mas, não é só o ator que faz com que essa obra, tenha uma péssima crítica, a adaptação é chucra, o protagonista não é estudado com suas complexidades referente a morte da mulher e indiferença com o filho, uns dos muitos absurdos, é quando ele recebe a notícia da morte da esposa com o bebê nos braços, um cúmulo! Não é falado sobre o drama que a Jennet Humfrye ou mulher de preto (Liz White) viveu ao lado da irmã Sra. Alice Drablow, para que ela tivesse que adotar o próprio sobrinho Nathaniel. Ao morrer, o espírito vingativo leva uma criança quando alguém a vê?! Como assim?! Fora a cidade, onde a população o repulsa, sem um motivo aparente; e ele não se dá ao luxo de perguntar o que está acontecendo em um momento se quer.

Com falta de criatividade para a conclusão, o epílogo torna-se uma coisa sem sentido, totalmente babélico.

Trailler: 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s