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A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011)

Por Flá Sobral

[este post contém spoiler sobre o filme]

Esta magnífica biografia – repito: b-i-o-g-r-a-f-i-a! trate-o como tal! -, conta em perspectiva dramática, a história da política britânica Margaret Thatcher, que foi a primeira mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido – ficando no posto entre 1979 a 1990.

Para a atuação da decidida mulher que ocupou o cargo de primeira-ministra, o papel de protagonista foi entregue a atriz Meryl Streep – recordista em nomeações ao Oscar, que para variar, também está concorrendo a indicação “Atriz”  deste ano. 

O longa, com direção de Phyllida Lloyd, tem flashbacks constantes – incluindo cenas de manifestações e de guerra reais -que não seguem ordem cronológica, bem como grande lentidão, todavia importantes para o enriquecimento da sua história. Com o gasto de U$ 13 milhões, foi narrada a juventude de Margaret (atuação por Alexandra Roach), superficialmente como conheceu o alto executivo Denis Thatcher (jovem por Harry Lloyd , idoso por Jim Broadbent), que a ajudou a entrar na política e que se casou em 1951. Também superficial, o confronto de sua vida íntima com sua trajetória para a ascensão ao Parlamento Conservador, porém ao ficar idosa, fica claro a falta de intimidade com seus filhos Carol (Olivia Colman) e Mark.

A filha do dono da mercearia, desde jovem, escolhera não ser submissa. Sua valentia seria atiçada pelo pai – vereador e pregador metodista – o qual sempre dizia:” Cuidado com seus pensamentos, pois eles se tornam palavras. Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações. Cuidado com suas ações pois elas se tornam hábitos. Cuidado com seus hábitos, pois eles se tornam o seu caráter. E cuidado com seu caráter, pois ele se torna o seu destino. O que nós pensamos, nós nos tornamos.”

Foi caçoada pelos colegas políticos, pela sua origem e por ser mulher. Apesar de estar na política (inicialmente como ministra da educação e  depois, líder do parlamento), não queria ser primeira-ministra, mas sua revolta perante o comportamento de seus colegas fez com que se candidatasse. Margaret teve que aprender a jogar o jogo dos homens, sendo muitas vezes subestimada em suas decisões, mesmo assim lutava todos os dias para provar o contrário e foi considerada “A dama de ferro” devido a sua postura enérgica perante o poder. Quando idosa, começou a apresentar sinais de confusão, acreditando ainda estar na liderança do Partido Conservador.

Este filme possui ótima edição, contando até com a subjetiva de Margaret, uma singular fascinação por roupa azul e um trabalho de maquiagem espetacular – lembrando que este filme também foi nomeado ao Oscar pela categoria “Maquiagem” deste ano!

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2 comentários em “A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011)

    • Agora este filme foi ganhador do Oscar em maquiagem, e a Meryl Streep faturou o de melhor atriz… apesar de parado, a gana desta mulher, foram decisivas pelo tom de voz, e as palavras, eu até chorei no final.. rsrs (como assim?!) kkkkk

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